
A Odontologia Biológica tem como principio básico de que não é possível se tratar a boca do paciente de uma forma isolada do restante do corpo.
Um exemplo clássico que podemos citar, seria o fato de que precisamos avaliar por exemplo a vitamina D ou hormônio D do paciente, pois ele é responsável pela manutenção dos dentes em boca e pela qualidade do osso.
Precisamos ter em nossa anamnese como é a dieta do paciente, como é a sua rotina para fechamento de alguns diagnósticos.
A odontologia Biológica tem como aliada a tradicional Medicina chinesa, que têm como princípio de que cada elemento dentário corresponde a um órgão do corpo. Baseado neste pensamento, podem haver algumas correlações entre um elemento dentário e um determinado órgão, onde um elemento dentário que apresentar um processo de infecção ou ate mesmo um tratamento de canal mal conduzido por exemplo, pode gerar um campo interferente em um determinado órgão o que pode gerar um adoecimento do paciente. Mas aqui na Odonto Arte não há nenhuma tomada de decisão apenas baseada nessas correlações, temos como base fundamental a Odontologia convencional baseada em que há de concreto na literatura científica, em exames de imagens e exames clínicos da cavidade bucal. Os conceitos básicos da Odontologia jamais podem ser deixados em segundo plano.
Implantes dentários em zirconia.

- Não gera calor ( reação exotérmica) e nem captação da radiação como os implantes em titânio;
- Menores chances de acúmulo de placa bacteriana;
- Não haverá o efeito de oxidação;
- Melhor acomodação do tecido gengival;
- Opção para os pacientes alérgicos ao titânio;
- É um material mais biocompatível do que o titânio com o organismo.
Remoção segura do amálgama

Muitos pacientes podem apresentar pequenas alterações como: fadiga, dor de cabeça, formigamento das extremidades, cansaço, dentre outros sintomas devido a presença das restaurações de amálgama em boca. E são principalmente essas sutilezas que nós acabamos não relacionando com o mercúrio presente nessas restaurações. Sendo assim, há a formação do mercúrio orgânico que seria o metil mercúrio que é um componente tóxico. Este mercúrio pode ser liberado no corpo todos os dias e o processo pode ser acelerado devidos aos movimentos da mastigação. Mas infelizmente ainda não existem muitos estudos clínicos randomizados, até mesmo pela dificuldade de serem realizados e até mesmo pela ausência de preocupação pelo meio acadêmico odontológico em relação a este assunto, de qual seria o real dano que este mercúrio presente nas restaurações de amálgama poderiam gerar. O estudo clínico mais concreto evidenciado por toda a nossa busca nos portais de artigos científicos foi o artigo publicado na República Tcheca em 2006 : ” A remoção de amálgama dental diminui autoanticorpos anti-TPO e anti-Tg em pacientes com tireoidite autoimune. Ivan S e colaboradores et al.2006. Este artigo aborda a relação dos pacientes que apresentam a doença de Hashimoto e os efeitos positivos gerados após a remoção dessas restaurações.
Mas o fato é: o mercúrio (Hg) é um componente químico perigoso e ele está presente nas restaurações de amalgama, ou seja no pior lugar em que ele poderia estar, que é na boca. E durante a remoção do amálgama pelo dentista, pode haver uma inalação deste vapor de mercúrio pelo profissional e principalmente pelos paciente, quando os equipamentos e os protocolos adequados não são utilizados. O amálgama precisa ser removido dentro dos protocolos da Odontologia biológica para evitarmos uma possível contaminação tanto do profissional quanto do paciente.